News3

Alzira Maria Miranda Espíndola, em artes Alzira E, é cantora, compositora e instrumentista. Nascida no dia 08 de setembro de 1957, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, é a sétima filha de uma família de artistas, a família Espíndola.

Deu início a carreira profissional com seus irmãos : Tetê Espíndola, Geraldo Espíndola e Celito Espíndola, no lançamento do LP Tetê e o Lírio Selvagem (1978/ 80).

Em 1986, inicia sua carreira solo, com o primeiro LP “Alzira Espíndola”, produzido por Almir Sater. Reúne neste disco vários compositores da região Centro Oeste, uma música inédita de Renato Teixeira “Homem Não Chora” e algumas canções autorais. Entre elas “Vejo a Vida” em parceria com Arrigo Barnabé.

Em 1990/95, com Itamar Assumpção e Banda, excursiona pela Alemanha, Áustria e Suíça. Desta convivência com Itamar Assumpção, iniciada após a gravação da faixa “Adeus Pantanal” no LP “Intercontinental, Quem Diria”, além de inúmeras parcerias, resultou seu segundo LP/CD “AMME” (iniciais do seu nome completo) pelo selo Baratos Afins. Com o disco AMME, foi indicada para o Prêmio Sharp 1992, na categoria de melhor cantora pop.

Em 1996, lança o disco , o CD “peçamme”, selo Baratos Afins, com o produtor e baixista Paulo Lepetit, direção musical de Lucina, onde apresenta interpretações e parcerias com Itamar Assumpção, Luhli, Lucina, Alice Ruiz e Jerry Espíndola. E novamente uma parceria de Itamar com Alice Ruiz: “Milágrimas”.

A partir de 1996, Alzira E apresenta uma safra de composições gravadas e interpretadas por outros artistas: “Mulher o suficiente”, de Alzira e Vera Mota gravada por Tetê Espíndola no disco Canção de Amor. “Penso e Passo” parceria com Alice Ruiz (Pouco pra Mim - Carlos Navas). A parceria com Lucina “Maria pode crer” (Inteira pra Mim - Lucina) e em 1998 com o próprio Itamar Assumpção, “Já que tem que” (Pretobras- Itamar Assumpção).

Em 1998, grava com Tetê Espíndola o CD “Anahí”, releituras de clássicos populares, guarânias e polcas. Trata-se de um encontro de duas irmãs e artistas, com repertório que vem de uma vivência e convivência em comum com a região em que nasceram, o Matogrosso do Sul. Percorrem diversas cidades brasileiras com o Show “Anahí”.

Em 2000, a música “Bomba H” de Alzira E e Itamar Assumpção é lançada por Ney Matogrosso no CD Olhos de Farol. No mesmo ano, Alzira E lança pelo selo Dabliú, em homenagem a cantora e compositora Maysa, o CD “Ninguém Pode Calar” em parceria com o produtor e compositor Luiz Waack com releituras das composições da cantora. Deste CD a faixa “Meu Mundo Caiu”, sai em coletânea no CD “Divas do Brasil”, em Portugal.

Em 2003 a família Espíndola se reúne entre irmãos, sobrinhos e primos, e para celebrar gravam o CD “Espíndola Canta”, com produção de Jerry Espíndola.

Em 2004 participa do Projeto Pixinguinha, junto com André Abujamra, Bebeto Alves e outros músicos brasileiros na região norte do país. Ainda neste ano Alzira se revela nas composições em parceria com Itamar Assumpção no CD Vagabundo, de Ney Matogrosso, Pedro Luis e a Parede, com as canções “Transpiração” e “Finalmente”.

Em 2005, Alzira se apresenta em Paris no projeto “Ano do Brasil na França” - Pixinguinha. Lança o CD “PARALELAS” (Duncan Discos) produzido por Luiz Waack. Músicas em parceria com Alice Ruiz, poeta Paranaense, com participação de Zélia Duncan e Arnaldo Antunes. No Show e no CD Alice “proclama” suas poesias, junto as canções. O trabalho veio celebrar 15 anos da parceria das duas.

Em junho de 2006 Alzira E com os irmãos Tetê e Jerry Espíndola, participam do projeto “Água dos Matos”, contemplado pela Natura Musical, que levou música e oficinas para as populações ribeirinhas através dos Rios Cuiabá e Paraguai numa viagem de barco por 22 dias.

Em 2007 lança o CD “Alzira E” (Duncan Discos/ distribuidora Tratore). Um trabalho inédito onde todas as canções são de AlziraE/arrudA com produção musical em parceria com Luiz Waack. arrudA é poeta e tem nesse trabalho com Alzira E sua estréia como compositor. A parceria cresce com a gravação em DVD da canção “Chega Disso”, por Zélia Duncan no trabalho “Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band”.

Em 2008 Ney Matogrosso, em seu novo trabalho “Inclassificáveis”, lança parceria inédita de 10 anos “Existem Coisas na Vida” de Alzira E e Itamar Assumpção. Grava pelo Programa Rumos Itaú Cultural o show “Alzira E” e em CD as músicas “Tecnocolera” e “Kitnet”. Zélia Duncan acrescenta Kitnet (AlziraE/arrudA) no repertório de “Amigo é Casa”, lançado também em CD e DVD ao lado de Simone.

Em 2009 lança a música “Chega Disso” (AlziraE/arrudA) num single no teatro SESC Ipiranga com a participação do poeta arrudA. Maria Alcina grava a música ”Colapso”, também em parceria com arrudA, no CD Confetes & Serpentinas. Participa do Projeto Música Pantaneira com Tetê Espíndola, Jerry Espíndola e Lucina, com o Show pelas cidades: Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba ; Brasília; Goiana e Uberlândia

Em 2010 leva ao palco o Show “Finalmente”, com a participação especial de Ney Matogrosso, encontro comemorando 10 anos da parceria com o intérprete. A quarta edição do CD Anahí é comemorada com os shows, do mesmo nome, na Casa de Francisca.

Em 2011 lança o CD Pedindo a Palavra, repertório em parceria com o poeta arrudA e com produção muiscal de Dú Moreira. Destaque para uma composição em triceria com Jerry Espíndola “Beijos Longos".

Em 2012 leva o show “Anahí” para uma apresentação em Lisboa, representando a música de raiz no ano do Brasil em Portugal. Participa do CD “Canções Velhas para Embrulhar Peixes”, de Peri Pane na música Saudade.

Em 2013 Alzira E se encontra com Lucina, Tetê e Jerry Espindola para a gravação do CD “Água dos Matos”, músicas compostas na viagem ao Pantanal em 2006. Ney Matogrosso lança o CD Atento Aos Sinais com a triceria Beijos De Imã (Jerry Espíndola/ Alzira E/ arrudA). Simone grava Mulher o Suficiente (Alzira E/ Vera Lúcia Motta) no CD É Melhor Ser (Biscoito Fino).

Alzira E comemora a maior idade (21) do AMME e nesse momento se encontra com músicos jovens, com os quais prestou sua homenagem ao parceiro Itamar Assumpção, resultando em um novo projeto: O Que Vim Fazer Aqui.

Em 2014 lança o CD O QUE VIM FAZER AQUI (Estudio Traquitana), com produção de Marcelo Dworecki e Cris Scabello. Acompanhada das cordas Gustavo Cabelo e Cris Scabello (guitarra) Marcelo Dworecki (baixo e violão) e Peri Pane (voz, violão e violoncelo) O Que Vim Fazer Aqui ressalta seu lado intérprete, e nesse trabalho coloca em evidência o momento criativo de sua parceria com Itamar Assumpção. O CD é eleito o melhor álbum do ano pelo site do Embrulhador.

Em 2015 estréia CORTE, quinteto formado por Marcelo Dworecki (guitarra e baixo) Nandinho Thomaz (bateria) Cuca (sax-barítono)Daniel Gralha (trompete) e Alzira E ( voz e baixo), numa nova experimentação com um repertório inédito e autoral. Fabiana Cozza e Peri Pane lançam música inédita de Alzira E com o poeta arrudA. Entre o Mangue eu Mar (CD Partir) e Uma Canção (Canções Velhas para Embrulhar Peixes Volume 2).

Alzira E é também mãe de 5 filhos, e hoje duas são cantoras e compositoras relevantes na MPB: Iara Rennó e Luz Marina.

Discografia

(2014) O Que Vim Fazer Aqui . Traquitana. CD /
(2011) Pedindo a Palavra • CD /
(2007) Alzira E .Duncan Discos. CD /
(2005) Paralelas • Duncan Discos • CD/
(2000) Ninguém pode calar • Dabliú • CD /
(1998) Anahí • Dabliú • CD /
(1996) Peça-me • Baratos Afins • CD /
(1992) AMME • Baratos Afins • LP /
(1987) Alzira Espíndola • 3 M • LP